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sábado, 26 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

LIÇÕES DO GERÚNDIO
(Karina Rabinovitz)

se engana quem quiser,
quando se põe a pensar
que é alguma coisa.
eu, por minha vez, 
escolho como abrigo
os braços do Gerúndio,
no tempo do sendo.

é - mais seguro,
sendo - mais sábio.

vendo minhas relíquias de pensamento
e meu baú de vícios,
acomodação do que sou,
e compro um vestido novo,
amarelo,
pra combinar com o sol
que anda fazendo.

amanhã pode até chover,
mas eu não serei, nem sou,

eu sendo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VIVER ENSOLARADO
(Karina Rabinovitz)

a melhor hora
é a de não ter hora
pra nada,
nó desatado,
e sair, simplesmente,
por aí,
num viver ensolarado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TRÊS MENINOS
(Karina Rabinovitz)

alheios à terça-feira,
qualquer sujeira,
às viroses pós-chuva,
neuroses,
engarrafamentos,
documentos,
mormaço,
ou compasso
de um dia comum de trabalho...
três meninos,
no meio de tudo,
tomavam banho de mar
e rolavam na areia.
gargalhar!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CURRÍCULO
(Karina Rabinovitz)

meu nome eu mesma.

meu endereço em mim.

meu cadastro de pessoa física este corpo,
que dentro é céu e jardim.

meu registro geral não foi registrado
e desde meu nascimento,
numa quarta-feira de cinzas,
nutro certo encantamento,
por tudo que não é numerado.

meu telefone anda ocupado,
uma família de pássaros fez um ninho
bem no fio da minha linha
desde então, ali só se aninha
o canto de uma mãe que espera.
pra falar comigo,
só mesmo depois da primavera,
quando do nascimento do novo passarinho.

minha formação profissional
segue um caminho
amador.
insisto no amor.

minhas atividades atuais:
pensar na vida
e uma corrida sem fim à beira-mar...
encontrar saídas e
encontrar entradas,
para essa vontade desmedida
de viver, de amar.

por fim, minhas referências pessoais,
é melhor que eu não diga
ou que você pergunte a ninguém...
elas serão sempre mais.

mais verdadeiro
é que você descubra,
na convivência comigo,

meu tempero,
minha loucura,
minha ternura,
meu desassossego...

então?
é meu, o emprego?